terça-feira, 13 de outubro de 2015

Gili Island

   O próximo destino foi as ilhas Gili, localizadas em Lombok, uma ilha maior próxima à Bali. As ilhas Gili são formadas por três pedacinhos terra, tendo cada um sua particularidade.
  A Gili Trawangan, conhecida como Gili T, é a maior e com mais estrutura, tendo muitas escolas de mergulho e uma vida noturna bem agitada. Trata-se de uma ilha tão "grande", que dá para dar a volta nela a pé em apenas duas horas. A Gili Air é a intermediária, não tão “grande” e “populosa” quanto a Trawangan, mas não tão pequena e vazia quanto a Meno, com várias opções de pousadas e restaurantes, mas sem o agito de Trawangan.  A Gili Meno é a menor das três, sendo a mais intocada e com menos opções de lugares para ficar e comer. 
  Como a nossa intenção era mergulhar, escolhemos a Gili T. Apesar da beleza, confesso que não gostamos muito da ilha. A ilha estava muito cheia, achei um pouco desorganizada e faltou luz todos os dias. Ainda bem que nossa pousada tinha transformador, pois parece que isso acontece sempre.
  Eu fiz somente um mergulho na ilha e o Igor fez dois, sendo um noturno. Aproveitamos  os dias para descansar e relaxar um pouco, pois ainda tínhamos muito tempo de viagem.







Mergulho noturno
Mergulho noturno
Night em Gili T
Gili T
Gili T 
 Só descanso...


  Uma noite visitamos o Night Market, que funciona todos os dias perto do píer de Gili Trawangan, uma experiência imperdível. São várias barraquinhas vendendo comidas típicas bem baratas, como espetinhos de frango, camarão e carne acompanhados de arroz, tofu, molho de amendoim e outras iguarias típicas da região. Você pode escolher o peixe ou o camarão para fazer na hora. Uma delícia!!!
Night Market





Também damos a volta na ilha de bicicleta, foi bem legal.


E ainda fomos presenteados com essa lua linda em Gili.

domingo, 11 de outubro de 2015

Mergulho em Raja Ampat

 Mergulhar em Raja Ampat foi uma das melhores experiências da nossa viagem. Não tenho como descrever como é lindo e perfeito este local. Espero que as fotos e filmagens consigam mostrar um pouco essa beleza.

A variedade de vida marinha é surpreendente


Napoleão
Peixe Palhaço











 Entre um mergulho e outro, parávamos nessas pequenas ilhas para descansar e aguardar o próximo. 






   Nesses mergulhos também conheci o tubarão da espécie Wobbegong, que possui uma aparência diferente e se esconde debaixo de corais. Raja Ampat é um dos poucos lugares fora da Austrália que você pode ver estes animais.  


Barracuda
Tubarão
Linda Tartaruga
Variedade marinha e o solitário Napoleão
Lindo


  Foram somente dois dias de mergulhos e fomos embora com gostinho de quero mais. Quem sabe um dia possamos voltar neste paraíso. Tomara!!!!



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Raja Ampat

 O arquipélago de Raja Ampat fica no coração do que se chama o triângulo dos corais, entre a Indonésia, Filipinas e Papua Nova Guiné. Suas principais ilhas são Missol, Salawati, Batanta e Waigeo, formando 40 mil Km² de pura beleza natural. Ainda desconhecido de muitos, esse destino é super indicado para os amantes de mergulhos, pois é um dos poucos locais em que você pode ver toda a variedade de vida marinha. Com mais de 550 corais, o lugar tem cerca de 700 tipos de moluscos e mais de 1.400 espécies de peixes, com algumas áreas apresentando enormes cardumes. E tudo é tão perfeito que a temperatura da água é de 29 graus!!! Lembrando que, a melhor época para mergulhar na Indonésia, em geral, é entre Abril e Dezembro, já que a temporada de chuva ocorre entre Janeiro e Março em muitas localidades.
 Para chegar neste paraíso, não foi nada fácil. Pegamos um voo do aeroporto de  Makassar (Tana Toraja) até Sorong, que durou 2 horas e 15 minutos. Em Sorong, embarcamos num ferry que demorou quase 3 horas para chegar em Waisai, a ilha de partida para o local em que iríamos nos hospedar.  Ao chegar em Waisai, deve-se pagar a taxa de preservação do Parque Marinho de Raja Ampat que custa em torno de 100 dólares e tem validade para um ano. 
                           
                            Pier de Waisai
 As hospedagens em Raja Ampat são poucas e muito caras, com um predomínio de resorts de luxo. Pesquisamos bastante e encontramos um site chamado Stay Raja Ampat que além de dar todas as dicas do lugar, oferece acomodações do tipo "homestay", com um preço bem acessível. Essas Homestays foram construídas nas propriedades de cada família, localizadas numa ilha particular. A maioria das hospedagens oferecem casas de madeira e sapé, do tipo bangalôs, cabanas ou mesmo barracas de praia. No site é explicado que as acomodação são básicas e as instalações e serviços tidos como certos em muitos destinos de férias são geralmente indisponíveis, como por exemplo, ar condicionado, internet, serviço de quarto, banheiro privativo, restaurantes. Existem mais de 40 homestays em Raja Ampat, porém somente 7 possuem centro de mergulho. Após muita pesquisa, escolhemos o Koranu Fyak Bungalows, localizado na ilha Kri, que fica 40 minutos de barco de Waisai. Para resumir, demoramos 5 horas e 40 minutos para chegar neste lugar incrível.

Chegando na "nossa ilha"
Chegando na "nossa ilha"
Chegando na "nossa ilha"

Entrada da Homestay
 Tenho que confessar que não foram fáceis as duas noites que passamos lá. Sentimos muito calor na hora de dormir, além do pouco conforto. 
Nossa cabana
Nossa cabana
 Como na ilha só existe eletricidade das 19 horas até as 23 horas, não existe geladeira e as refeições são a base de peixes, legumes e arroz. Para o café da manhã tinha pão, café, leite em pó e fruta.
Homestay
 "Nossa ilha"
 "Nossa ilha"
 "Nossa ilha"

       No próximo post conto como foram os mergulhos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Tana Toraja - Segundo dia

  Como falei no outro post, os torajanos são conhecidos pelos seus funerais e todo ritual que gira em torno deles. Para falar a verdade, quem teve a ideia e queria muito conhecer este local era o Igor. Como negociamos tudo nas nossas viagens, acabei topando, apesar de não estar muito confortável, pois tinha estudado bastante e sabia como era realizada a cerimônia. 
  Na sociedade Toraja, o funeral é o evento mais elaborado e caro, normalmente frequentado por muitas pessoas e com duração de vários dias. Um local é montado especialmente para o cerimonial, realizado semanas, meses ou anos após o falecimento, período que a família leva para levantar os recursos necessários para cobrir as despesas e sentir-se preparada para a separação do ente querido. Esse tempo também é importante para garantir que toda a família possa comparecer ao funeral, uma vez que eles dão muito valor a família. 
  Os Torajanos acreditam que a morte não é um evento súbito, mas um processo gradual para Puya (a terra das almas ou da vida após a morte). Durante este período de espera para o cerimonial, o corpo do falecido é envolto em várias camadas de pano e mantido no seu quarto, onde acredita-se que ele está apenas "muito doente". Inclusive, diariamente, são levados pela família alimentos, bebidas e cigarro para a pessoa.
  O componente mais importante do cerimonial é o abate de búfalos, pois eles acreditam que o falecido vai precisar do búfalo para fazer sua jornada até Puya. Quanto maior o número de búfalos abatidos, mais honrado ficará o falecido, abençoando ainda mais sua família. Tendo em vista que o búfalo é um animal bastante caro na região, o sacrifício destes animais também passa a ser um símbolo de status e poder. Quanto mais búfalos se sacrifica, mais rica e poderosa é a família. O tipo de búfalo também é importante, sendo o albino (sem manchas) o mais valioso. Segundo nosso guia, uma pessoa passa a vida toda juntando dinheiro para poder pagar seu funeral ou de seus pais. Um detalhe, o número mínimo de sacrifícios considerado aceitável para um funeral digno é de três búfalos. Ouvimos que em grandes funerais chega-se a matar mais de cem animais. A carne dos animais abatidos são dadas para os convidados como "presentes", porém são anotadas cuidadosamente, sendo consideradas como dívidas da família do falecido.  
Mercado de búfalos em Tana Toraja




   Durante o período que ficamos em Tana Toraja, havia somente um funeral de pequeno porte, no qual nosso guia nos levou. Chegamos bem cedo, umas 9 horas, e nos acomodaram em uma das estruturas de bambu montadas para a cerimônia. 

 Neste dia, as pessoas colocam seus trajes tradicionais e são oferecidos café, chá, biscoitos e bolo para os convidados. Para alimentar a multidão que acompanha o ritual, porcos são sacrificados e sua carne é assada no bambu misturada com várias verduras.
Responsável por receber os convidados
 Os mais velhos possuem a preferência dos melhores lugares
 As senhoras que ajudam com as comidas durante a cerimônia

Recebendo os convidados
Preparando a carne de porco 
Búfalos que foram sacrificados
 Cenas fortes abaixo...







 Após o funeral, os chifres dos búfalos são colocados na frente da casa da família. Quanto mais chifres decorarem a frente da casa, maior é o "poder" do falecido. 

  
  E assim encerramos nossa passagem por este lugar que possui costumes e crenças bem características, que marcou nossa viagem com uma grande experiência antropológica.