domingo, 4 de maio de 2014

颐和园 - Yíhé Yuán - Palácio de Verão

  Neste dia saímos cedo do hotel para visitar o Palácio de Verão, que fica localizado cerca de 15 Km do centro de Pequim.  Como em Pequim existem várias linhas de metrô, o jeito mais fácil de chegar nos pontos turístico é utilizar esse tipo de transporte. Para chegar no palácio é só pegar a linha 4 do metrô e saltar na estação Beigongmen (entrada pelo portão norte)ou estação Xiyuan (saída C2, portão sul). Nós entramos pelo portão norte e saímos pelo portão sul, onde existem vários restaurantes ao redor. A visita ao palácio é bem demorada, pois o mesmo possui 2,9 Km². Nós demoramos umas cinco horas e conseguimos ver quase tudo. 
  O Palácio de Verão, originalmente nomeado "Jardins das Ondas Claras", foi construído pelo imperador Qianlong em 1750 para celebrar o aniversário de sua mãe. O Palácio de Verão possuía funções políticas, administrativas, residenciais, espirituais e de lazer, combinadas com uma paisagem de lagos e montanhas, de acordo com a filosofia chinesa de equilíbrio entre o trabalho do homem com a natureza. Tal como acontecia com a Cidade Proibida, nenhum cidadão chinês tinha permissão para entrar no Palácio de Verão, sendo este usado exclusivamente pela Família Imperial.
 Em 1860, durante a Guerra do Ópio, forças expedicionárias britânicas e francesas destruíram o Palácio de Verão como uma forma de punir o Imperador Xianfeng sem prejudicar a população geral, ou destruir a própria Pequim, pela autorização de tortura e execução de quase vinte prisioneiros ocidentais, incluindo dois enviados britânicos e um jornalista pelo The Times. Em 1886, a imperatriz Cixi desviou fundos da marinha com o objetivo de reconstruí-lo e o renomeou Yíhé Yuán/Palácio de Verão, que significa "Jardim da Harmonia Cultivada". O segundo ataque ao Palácio foi em 1900, tendo sido reconstruído novamente em 1902. Em 1924, foi aberto ao público e, em 1998, foi classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Esta organização mundial declarou o Palácio de Verão uma "excelente expressão da criativa arte de desenho de jardim paisagístico chinês, incorporando trabalhos da espécie humana e da natureza num conjunto harmonioso"
 O Palácio de Verão  é dominado principalmente pela Colina da Longevidade (60 metros de altura) e pelo Lago Kunming. O central Lago Kunming, que se estende por uma área de 2,2 quilômetros quadrados, é totalmente artificial, tendo o solo escavado servido para construir a Colina da Longevidade. Nos seus compactos 70.000 metros quadrados de espaço construído encontram-se uma variedade de palácios, jardins e outras estruturas de arquitetura clássica.
  Abaixo encontra-se a foto do Hall da Benevolência e da Longevidade, principal hall cerimonial, onde o imperador Guangxu e a imperatriz Cixi cuidavam dos assuntos administrativos. Na lateral dele ficam as estátuas Fênix, que representa a imperatriz e o dragão, que representa o imperador. 


   A  Torre do Incenso Budista é a estrutura simbólica no Palácio de Verão, que fica na Colina da longevidade. É uma obra clássica da arquitetura chinesa. Como muitos edifícios do Palácio de Verão foi destruída e reconstruída mais tarde, durante o reinado do imperador Guangxu. No primeiro e décimo quinto dia de cada mês lunar, a Imperatriz Cixi ia lá para rezar e queimar incenso. A torre de três níveis é octogonal e possui 41 metros de altura.  



Colina da longevidade e a Torre do Incenso Budista




 Palácio de verão e o lago Kunming vistos da entrada da Torre do Incenso Budista



Torre do Incenso Budista
 
    Para o oeste da Torre do Incenso Budista, na Colina da Longevidade, localiza-se o pavilhão de bronze Baoyun,  com uma altura de 7.55m  e 207 toneladas. 

Pavilhão Baoyun

  Caminhando em direção ao norte do Hall da Benevolência e da Longevidade, visitamos o Jardim da Virtude e Harmonia (Deheyuan), onde o imperador Guangxu e Imperatriz Cixi assistiam apresentações da ópera de Pequim. Ópera era a paixão dominante da Imperatriz Cixi, tendo realizado mais de duas centenas de espetáculos de ópera diferentes no Palácio, durante o período a partir da conclusão do teatro até sua morte.
Jardim da Virtude e Harmonia

 Um longo corredor de 728 metros de extensão e com 14.000 pinturas vai de leste a oeste, paralelo ao Lago Kunming, oferecendo vistas panorâmicas a cada passo. O longo corredor  foi construído pela primeira vez no quinto ano do reinado do Imperador Qianlong (1750)para que sua mãe pudesse sair do Palácio, independentemente de como estava o tempo. Foi destruído em 1860 e reconstruído em 1886.  
Longo Corredor

 No canto noroeste do lago Kunming e perto da Colina da longevidade está ancorado o Barco de Mármore. Ele foi construído em 1755 com uma base feita de pedras enormes. A base apoia um pavilhão de madeira no estilo chinês tradicional imitando os barcos a vela do Imperador Qianlong(1711-1799). Em 1860, o pavilhão de madeira foi queimado, restando apenas o casco do barco. A Imperatriz Cixi reconstruiu o barco em 1893, com recursos desviados da Marinha. O nome do barco foi mudado para Qingyan Fang e era um local que Cixi usava para ver a paisagem e se divertir. O barco é a única estrutura de estilo ocidental no Palácio de Verão, possuindo 36 metros de comprimento, dois andares e oito metros de altura. Infelizmente, a visita dentro do barco não é permitida.

Barco de Mármore

  A Ponte dos Dezessete Arcos, construída no reinado do Imperador Qianlong (1711-1799), faz a conexão da costa oriental do Lago Kunming e a ilha Nanhu. Na ilha de Nanhu fica o Templo do Dragão Rei, porém quando nós fomos estava fechada para obras. Existem cerca de trinta pontes no Palácio de Verão, sendo esta a maior, com um comprimento de 150 metros  e uma largura de 8 metros. A beleza da ponte varia ao longo das quatro estações do ano, ao amanhecer e ao anoitecer, e também a partir de diferentes pontos de vista do Palácio.
Ponte dos Dezessete Arcos
    Ponte dos Dezessete Arcos
 Outra ponte linda do palácio

    Ao norte da Torre do Incenso Budista fica o Salão do Mar da Sabedoria, o edifício mais alto da Colina da Longevidade. Existem 1008 estátuas de Buda esculpidas em nichos nas paredes desse edifício.
Salão do Mar da Sabedoria
 Salão do Mar da Sabedoria


Lado norte do Palácio (por onde nós entramos)


Lado norte do Palácio

 Depois de andar neste lugar lindo durante cinco horas, não tem nada melhor do que uma parada para um almoço delicioso. 




quarta-feira, 30 de abril de 2014

Grande Muralha da China

   A Muralha da China, também conhecida como a Grande Muralha, é uma estrutura de arquitetura militar construída durante várias dinastias ao longo de aproximadamente dois milênios para proteger o império chinês ou seus estados contra invasões por grupos nômades ou incursões militares. O início da construção foi durante a Dinastia Qin no ano de 220 A.C., com seu esplendor na Dinastia Ming, por volta do século XV, quando atingiu uma extensão de certa de sete mil quilômetrosAcredita-se que os trabalhos na muralha ocuparam a mão de obra de cerca de um milhão de operários, principalmente presos políticos (muitos morreram durante a construção, devido à má alimentação e ao frio). 
   Outras propostas da Grande Muralha incluíam o controle nas fronteiras, permitindo a imposição de impostos sobre as mercadorias transportadas ao longo da Rota da Seda, a regulação ou o incentivo do comércio, o controle de imigração e emigração, assim como o rápido deslocamento de tropas pelo país. Além disso, as características defensivas da Grande Muralha foram reforçadas pela construção de torres de vigia , quartéis de tropa , postos de guarnição e sinalizações  por meio de fumaça ou fogo.  
    A magnitude da obra, entretanto, não impediu as incursões de mongóis, xiambeis e outros povos, que ameaçaram o império chinês ao longo de sua história. Por volta do século XVI perdeu a sua função estratégica, vindo a ser abandonada a partir de 1664, com a expansão chinesa na direção norte na Dinastia Qing. No século XX (década de 1980), Deng Xiaoping (líder político da China entre 1978 e 1992) deu prioridade à Grande Muralha como símbolo da China, estimulando uma grande campanha de restauração de diversos trechos. 
    A Muralha da China estende-se desde o passo de Jiayuguan (província de Gansu), lado oeste, até a foz do rio Yalujiang (província de Liaoning), lado leste. Atravessa o deserto de Gobi, quatro províncias (Hebei, Shanxi, Shaanxi e Gansu) e duas regiões autônomas (Mongólia e Ningxia). Uma pesquisa abrangente, realizada em 2006, concluiu que as paredes Ming medem cerca de 8.850 km.  Posteriormente, em 2007, a administração do patrimônio cultural da China destacou equipes em 15 províncias chinesas com a tarefa de medir todas as partes ou ruínas da muralha que estivessem na sua jurisdição. A expedição revelou que a Grande Muralha possui uma extensão total de 20 mil quilômetros que contempla todas as paredes que foram alguma vez construídas, mesmo as que já não existem. A Grande Muralha foi listada como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1987.
   Existem várias regiões da muralha abertas a visitação nos arredores de Pequim, como Badaling, Huanghua Cheng, Simatai e Mutianyu. Nós escolhemos ir para Mutianyu por ser uma região menos turística, além da muralha apresentar-se na forma mais original. Mutianyu está localizado a 90 km ao norte de Pequim e a viagem demorou 1 hora e meia de carro. Como chegamos cedo deu para aproveitar bastante. 
     Para chegar até a Muralha subimos de teleférico e para descer existe a possibilidade de escolha, ou de teleférico ou de trenó. Adivinhem qual escolhemos? 



     

A bandeira e a camisa do Brasil fizeram sucesso na Grande Muralha.










       

terça-feira, 29 de abril de 2014

Primeiro passeio em Pequim: Wangfujing Street

  Como estávamos cansados da viagem, resolvemos ficar no hotel descansando e sair somente à noite. O local escolhido foi a rua Wangfujing ou Wángfǔjǐng em pinyin, uma das ruas comerciais mais famosas da China. A principal área comercial da rua é só de pedestres e abriga cerca de 280 marcas famosas de Pequim, como lojas de chapéu, calçados, alfaiates, pedras de jade, assim como marcas famosas conhecidas internacionalmente. 
      
Wangfujing Street 

    Em uma rua estreita, perto da rua Wangfujing , fica localizado o mercado de comidas exóticas de Pequim. Neste mercado pode-se encontrar escorpião, feto de pombo, grilos, estrela do mar, frutas, batata frita no palito e muitas outras coisas que eu não consegui identificar.  Existem também várias lojas de artesanato, porcelanas e lembrancinhas da China. Eu brinco que o que você quer comprar eles possuem para vender. Em todos os lugares que eu já fui por aqui o que não falta são lojas. Preciso destacar que o cheiro desta rua não é muito agradável e é difícil de se locomover devido a imensa multidão. Uma declaração, antes que me perguntem, eu não comi nada !!!!! 







     Depois do passeio, uma cerveja gelada para comemorar nossa viagem.


Cinco dias em Pequim

    Saímos do aeroporto de Hong Kong com destino a capital Pequim ( 北京- mandarim) / (Běijīng - pinyin), segunda maior cidade da República Popular da China. Pequim, cujo nome em mandarim significa Capital do Norte, possui cerca de 21 milhões de habitantes (dados de 2013)
   Como em qualquer viagem, choques culturais fazem parte do aprendizado e precisamos ter tolerância para entender as diferenças. Quando cheguei em Pequim, comecei a ouvir e ver o que eu já tinha lido em vários relatos e não tinha noção de como eram alguns atos comuns entre os chineses, pois aqui na minha cidade não é tão normal. Dentre esses costumes posso citar o ato complexo do escarro que pode ser ouvido à distância e termina na famosa cuspida. Alguns miram nos ralos, no canto da rua, porém outros não. A cada passo tinha o medo de que algum cuspe fosse me acertar. Ainda bem que me livrei desse trauma, rsss. Além desse costume, outros chamam a atenção: arrotar e peidar sonoramente em público. Tais costumes não se resumem apenas entre as pessoas mais humildes, sendo observados em aviões e em restaurantes mais caros. Outro detalhe é a falta de respeito em coisa básicas de convivência, aqui é a lei do mais esperto. Se você se distrair vão furar fila, te empurrar para entrar no metrô, pegar o táxi na sua frente. Porém, tirando essas pequenas observações, esta cidade nos proporcionou uma experiência que não tenho palavras para descrever, mas vou tentar. 
       Uma coisa que tenho que reconhecer é o maravilhoso sistema de metrô de Pequim, tendo um total de 15 linhas. As estações são bem sinalizadas, sendo possível ir para os principais pontos turísticos, além da passagem ser muito barata (2 yuans - R$ 0,60). Um ponto negativo que observei foi a falta de sinalização e de mapas em inglês informando a saída para cada ponto turístico, diferentemente do que acontece em Hong Kong.

Quer ir para onde???


        Café da manhã no aeroporto de Hong Kong indo para Pequim

domingo, 27 de abril de 2014

Último dia em Hong Kong

   Nesse dia visitamos um jardim muito lindo chamado Nan Lian Garden, inaugurado em 2006 e que possui uma área de 35.000 m². Ele foi construído no estilo paisagístico de jardim chinês da dinastia Tang. É um lugar tranquilo, apesar de estar localizado numa área urbana. Uma música suave e agradável toca constantemente enquanto você passeia pelo jardim.O Nan Lian se comunica com o Templo Chi Lin Nunnery. Foi um passeio maravilhoso!!!


Nan Lian Garden









Templo Chi Lin Nunnery






    Para finalizar fomos almoçar no restaurante/casa de chá LockCha Tea House que fica dentro do parque de Hong Kong. Eles servem comida vegetariana e possuem muitas opções deliciosas de chá, além de ser um ambiente muito aconchegante.